Passei boa parte da vida ouvindo discos de vinil que meus pais colecionavam. Não sou saudosista, não acho que era melhor. Hoje se quero ouvir uma música específica, aperto um botão. Naquela época eu tinha que abrir um armário, achar o álbum no meio de trocentos diferentes, pegar o disco, limpar, colocar na vitrola e rezar para que a faixa não estivesse riscada. O bacana do disco, no entanto, era a capa.
Mas esse post não é para mostrar capas bacanas e sim, o fino do design e criatividade a “nivel de” bizarrice.

A famosa pose “olhar ao longe”. O que Roxinho e Roxão vislumbram? Uma carreira de sucesso, mulheres, carros… Sonham tanto que nem perceberam que tem um bicho morto na cabeça do Roxinho.

“Elino eu te disse que essa cara não tá convencendo” “Fica quieto Messias, eu tô segurando a pose pra foto” “Elino, por favor, todo mundo vai rir do nosso disco” “Olha aqui Messias, já basta eu ter me produzido todo com meu terno marrão e você ter aparecido aqui de camisa rosa pra comprometer a capa” “Como é que é?” “É isso mesmo, é pra ser cara de durão e você vem com essa baitolagem rosa pra cima de mim!” “Elino, tu é um panaca mesmo, tanto que vou sair na foto rindo da tua cara”

Severino Januário e Zeca Serafim estão assustados com a flor carnívora mutante saindo do chapéu de Rosinha. “Rosinha, não se mexe, tem um troço andando na tua cabeça”, dizia Zeca na hora do clique.

Jackson diz: “É, eu também notei que tem uma loira alienígena de 4 metros do meu lado, ela dança muito mal como você pode ver, mas é até limpinha e passa minhas camisas direito. Fazer o que né?”

“O bom está no disco, capa é proteção”. Ou seja: “Olha eu sei que essa capa tá uma porcaria, eu não sei fazer capa, mas ouve nosso disco, é bom, confia em mim”

“Cara cê viu aquilo?’ “Que coisa!” “Caramba, como pode?”
Miracel, Marcondes e Luisinho nunca revelaram o que eles estavam olhando. Fãs afirmam que se você tocar a faixa 7 ao contrário e de ponta cabeça, ouvirá a resposta “larga de ser curioso, peste”.

“Nós estamos na praça” Sério? E na praça não tem banco, porque tá todo mundo sentado em cima dos instrumentos. Os caras estão cercados por pombas do tamanho de cachorros. O camarada do meio tá procurando um rota de fuga, enquanto o da esquerda busca fazer amizade com os monstruosos animais. Já o sujeito da direita só está pensando em comprar um picolé de morango.

Essa capa é um clássico da máxima brasileira “Hihihi, bunda!”